Já não cabe mais em mim
Já não cabe mais há mim
o controle do que sinto.
Já não há como se esquivar
Me consome, toma conta do meu ser.
Já não há como não aceitar
a sede de viver.
Já não quero entender
não importa mais o porque.
Cabe a mim aceita o que venha ser.
Liberdade inconstante
domingo, 15 de junho de 2014
domingo, 8 de junho de 2014
Paraísos artificiais
"As drogas são incapazes de criar uma realidade alheia a você. Elas
simplesmente potencializam o que já existe. As pessoas tiram das drogas o
que elas querem. A grande questão é: será que elas querem o que é
melhor pra elas? "
quinta-feira, 20 de março de 2014
A prisão dos sentimentos
Você pensa que é livre mas algo te aprisiona por dentro
Você não admite, tenta ser forte o bastante
Ser forte a algo que corrói por dentro, corrói a alma
São sentimentos fortes que pulsão em suas veias
Queimam seus ossos, destroem sua mente
Depois de um tempo você fica anestesiado
É um acumulo de sentimentos: Saudade, angustia, agonia, paixão, desejo
alegria, tristeza..
Ah a alegria quando lembra seu sorriso, seu toque, seu jeito.
Ah a tristeza quando sobram mais duvidas do que certezas,
quando a falta se torna tão grande a ponto de nos agoniar
com a saudade que é imensa, com a paixão que é ardente
com o desejo que não cessa.
Você não admite, tenta ser forte o bastante
Ser forte a algo que corrói por dentro, corrói a alma
São sentimentos fortes que pulsão em suas veias
Queimam seus ossos, destroem sua mente
Depois de um tempo você fica anestesiado
É um acumulo de sentimentos: Saudade, angustia, agonia, paixão, desejo
alegria, tristeza..
Ah a alegria quando lembra seu sorriso, seu toque, seu jeito.
Ah a tristeza quando sobram mais duvidas do que certezas,
quando a falta se torna tão grande a ponto de nos agoniar
com a saudade que é imensa, com a paixão que é ardente
com o desejo que não cessa.
segunda-feira, 3 de março de 2014
Cansaço!
O que há em mim é sobretudo cansaço
-Não disto nem daquilo,
(Álvaro de
Campos) Fernando Pessoa.
-Não disto nem daquilo,
Nem sequer de tudo ou de nada:
Cansaço assim mesmo, êle mesmo,
Cansaço.
A sutileza das sensações inúteis,
As paixões violentas por coisa nenhuma,
Os amores intensos por o suposto em alguém,
Essas coisas todas -
Essas e o que falta nelas eternamente -;
Tudo isso faz um cansaço,
Este cansaço,
Cansaço.
Há sem dúvida quem ame o infinito,
Há sem dúvida quem deseje o impossível,
Há sem dúvida quem não queira nada -
Três tipos de idealistas, e eu nenhum dêles:
Porque eu amo infinitamente o finito,
Porque eu desejo impossivelmente o possível,
Porque quero tudo, ou um pouco mais, se puder ser,
Ou até se não puder ser...
E o resultado?
Para êles a vida vivida ou sonhada,
Para êles o sonho sonhado ou vivido,
Para êles a média entre tudo e nada, isto é, isto...
Para mim só um grande, um profundo,
E, ah com que felicidade infecundo, cansaço,
Um supremíssimo cansaço,
Íssimo, íssimo, íssimo,
Cansaço...
Fernando Pessoa
Se sou alegre ou sou
triste?..
Francamente, não o sei.
A tristeza em que consiste?
Da alegria o que farei?
Não sou alegre nem triste.
Verdade, não sou o que sou.
Sou qualquer alma que existe
E sente o que Deus fadou.
Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim...
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim...
Mas a alegria é assim...
Francamente, não o sei.
A tristeza em que consiste?
Da alegria o que farei?
Não sou alegre nem triste.
Verdade, não sou o que sou.
Sou qualquer alma que existe
E sente o que Deus fadou.
Afinal, alegre ou triste?
Pensar nunca tem bom fim...
Minha tristeza consiste
Em não saber bem de mim...
Mas a alegria é assim...
A Dança da Psiquê
A dança dos encéfalos acesos
Começa. A carne é fogo. A alma arde.
Os espaços, as cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!
É então que a vaga dos instintos presos
— Mãe de esterilidades e cansaços —
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.
Subitamente a cerebral coréa
Pára. O cosmos sintético da idéa
Surge. Emoções extraordinárias sinto...
Arranco do meu crânio as nebulosas
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!
Augusto dos Anjos
Começa. A carne é fogo. A alma arde.
Os espaços, as cabeças, as mãos, os pés e os braços
Tombara, cedendo à ação de ignotos pesos!
É então que a vaga dos instintos presos
— Mãe de esterilidades e cansaços —
Atira os pensamentos mais devassos
Contra os ossos cranianos indefesos.
Subitamente a cerebral coréa
Pára. O cosmos sintético da idéa
Surge. Emoções extraordinárias sinto...
Arranco do meu crânio as nebulosas
E acho um feixe de forças prodigiosas
Sustentando dois monstros: a alma e o instinto!
Augusto dos Anjos
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